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Precisa fazer uma endoscopia digestiva alta pela primeira vez? Separamos as principais informações sobre este exame.

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1. O que é uma endoscopia digestiva alta?

A endoscopia digestiva alta é um exame para avaliar e diagnosticar doenças da parte superior do tubo digestivo: esôfago, estômago e porção inicial do duodeno (intestino).

Alguns exemplos: gastrite, refluxo gastroesofágico, doença de Crohn, tumores e câncer, entre outras. Durante o procedimento, algumas vezes, é possível já realizar o tratamento de doenças no trajeto examinado.

 

2. Qual o preparo necessário para realizar a endoscopia?

É necessário estar com estômago vazio, portanto, o paciente deve permanecer em jejum completo por 8 horas.

Caso precise tomar alguma medicação prescrita antes do exame, recomenda-se tomar com pequenos goles de água. As demais medicações de uso contínuo devem ser postergadas para depois do exame.

É preferível que o paciente retire esmaltes das unhas para não prejudicar o monitoramento da oxigenação sanguínea durante o exame.

Logo antes do início do exame, existe a possibilidade de o paciente precisar ingerir uma substância chamada dimeticona, que serve para retirar as bolhas da parede do estômago para facilitar a visualização durante o procedimento

 

3. Como é realizada a endoscopia?

A endoscopia pode ser realizada com anestesia tópica, que é um spray de anestésico na garganta ou com sedação intravenosa. Esses são medicamentos para que o paciente relaxe e adormeça.

O exame consiste na introdução via oral de um endoscópio (tubo flexível com câmera e iluminação) que passará pelo esôfago, estômago e duodeno.

Durante o exame, o paciente pode sentir um leve desconforto na garganta no momento da passagem do aparelho e no estômago, quando o órgão é inflado com ar.

Dependendo da medicação, o paciente pode não sentir nada durante o exame, apenas uma ardência no local da infusão do medicamento.

A endoscopia, sem intercorrências, pode demorar cerca de 10 a 20 minutos.

 

4. O que é Heliobacter Pylori?

Muitas vezes no pedido médico é solicitado o teste de H Pylori.

O H Pylori significa Heliobacter Pylori e é uma bactéria que vive quase exclusivamente no estômago humano e duodeno. O H Pylori muitas vezes é responsável pelas úlceras e inflamações no estômago. Os sintomas geralmente são dor e queimação abdominal.

A endoscopia geralmente é o exame realizado para identificar a presença de H Pylori no paciente. Neste caso é realizada a endoscopia com teste da urease ou biópsia.

5. O que é polipectomia?

Polipectomia é o procedimento realizado durante o exame, que consiste na remoção de pólipos (lesões elevadas), caso sejam identificadas. Frequentemente têm a aparência de um cogumelo variando em tamanho e forma.

Esses pólipos podem ser encontrados no interior do estômago, duodeno e raramente no esôfago. O risco de complicações na realização da polipectomia é baixo.

A remoção desses pólipos, ou seja, a polipectomia dura em média apenas 3 a 4 minutos e é indolor.

6. Como é a recuperação após o exame?

Para a recuperação da endoscopia, é necessário que o paciente permaneça em repouso por cerca de 10 a 30 minutos. Esse repouso é para que os efeitos da sedação desapareçam. A garganta pode parecer levemente irritada ou adormecida e é normal que sinta um discreto desconforto no estômago.

É importante que o paciente esteja com um acompanhante para ajudá-lo no retorno à casa. Caso não seja instruído do contrário, o paciente pode voltar à sua dieta normal (exceto uso de álcool) e fazer uso de medicações rotineiras. No entanto, atividades que exigem atenção como dirigir, operar máquinas devem retornar apenas no dia seguinte.

 

7. Endoscopia em idosos

Na maioria das vezes, a endoscopia em idosos é realizada em âmbito hospitalar, recomendando-se obter a liberação prévia do geriatra, clínico geral ou cardiologista, para a maior segurança do paciente sobre intercorrências cardíacas ou pulmonares, por exemplo.

 

8. Informações relevantes

Este exame, diferente de outros exames de imagem, deve ser realizado por um médico especialista (geralmente são gastroenterologistas com título de especialização em Endoscopia).

Este procedimento também pode ser realizado para fins terapêuticos como colocação de balão intragástrico (para tratamento de obesidade), colocação de sondas, gastrotomia e outros.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endoscopia, complicações mais sérias são muito raras, ocorrendo em menos de 0,2% dos casos, podendo estar relacionadas ao emprego de medicamentos sedativos ou ao próprio procedimento endoscópico.

Ainda, segundo a SBED, perfuração e sangramento são excepcionais em exames diagnósticos, podendo ocorrer, no entanto, em exames terapêuticos como retirada de corpo estranho (espinha de peixe, osso etc.), dilatação de estenoses (estreitamentos), ligadura elástica ou esclerose de varizes e retirada de pólipos (polipectomia) ou de lesões planas ou deprimidas (mucosectomia).

 

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Fonte: http://www.sobed.org.br/Servicos/GuiaProcedimentos